Hello! It's me again!

Hoje venho falar de um livro que chegou de surpresa e me conquistou, querem saber mais?

O Livro Secreto do Grégory Samak!





Título: O Livro Secreto
Autor: Grégory Samak
Editora: Intrínseca
Páginas: 176
Ano: 2015





Sinopse: Ao fim da vida, Elias Ein decide se mudar para uma cidade isolada na Áustria, em busca de tranquilidade para aproveitar sua aposentadoria. Um tempo depois de se instalar em sua nova casa, ele descobre uma escada escondida que dá acesso a uma vasta biblioteca com obras incríveis. E entre elas, Elias descobre algo maravilhoso: o Grande Livro da Vida, uma obra sagrada em que Deus escreveu sobre o destino de cada ser humano.
As citações extraordinárias do livro secreto possibilitam interferir no curso da história. Fascinado pelo poder da obra, Elias, que testemunhou a ascensão do nazismo ao poder e perdeu familiares durante o Holocausto, decide usá-la para mudar o destino. Ele vai tentar salvar aqueles que ama, mas, sabe que, acima de tudo, é o destino de todo um povo que está em jogo.
Com um segredo em mãos e muitas decisões a tomar, Elias vai viver uma aventura que o levará mais longe do que podia imaginar. Uma história atemporal, cativante e sensível, que mistura elementos fantásticos e fatos históricos, O Livro Secreto fala sobre amizade e coragem, ódio e covardia.








Logo no capítulo 1, temos uma cena de ação bem realista. Daquelas que faz você pensar sobre em qual ponto o livro usará aquela informação tão cruel e agonizante.

"O menino sentiu um nó na garganta. Uma onda de pavor passou pelos olhares dos espectadores — tanto os que pertenciam à raça dos senhores quanto à dos sub-homens ali detidos — que começavam a perceber o desespero da situação."

Essa jogada de cena logo no primeiro capítulo, foi genial. Porque ela é um ponto chave para você começar a entender o que de fato ela significa depois. 
Enfim, o Elias é um homem solitário e decide se isolar em Braunau, na Áustria, assim ele poderia descansar  e aproveitar a aposentadoria. Conhecemos mais sobre os pequenos detalhes do cotidiano dele.

"Elias era um homem solitário. Tinha seus hábitos, pequenas manias insensatas, como a maioria das pessoas de sua idade, e a vaga impressão de não ter vivido de modo suficientemente intenso. Dedicava um cuidado minucioso à arrumação de seus pertences pessoais. Em seu guarda-roupa, as camisas ficavam perfeitamente alinhadas e impecáveis, os sapatos eram organizados por cor e
lustrados com uma atenção aos detalhes quase obsessiva.
O velho também tinha um lado misterioso. Nos momentos importantes de sua vida, ele repetia de forma inconsciente o mesmo ritual: o de mexer silenciosamente os dedos da mão direita como se tocasse um piano imaginário que só ele via.
E, mesmo mais de trinta anos após a morte de sua esposa, ele nunca havia conseguido abandonar o hábito de pôr a mesa para dois."


Com a mudança, Elias contrata a Sra. Frau Polster para limpar, arrumar e cozinhar. Junto com a empregada severa, vem Tom para fazer as compras de coisas para casa. Tom é um menino órfão, estrangeiro e que ama ler, porem, é conhecido como o ladrãozinho da cidade. Elias simpatiza muito com ele.
Braunau é um lugar no meio do nada praticamente, muito xenofóbico e muitos ainda apoiavam o nazismo.
Foi em seu primeiro dia em Braunau que Elias conhece seu vizinho, o velho Gustav Sof, que curiosamente mantinha um tabuleiro de xadrez a mostra e muitos segredos. 

"— É uma belíssima peça, não é?
— Belíssima, sim — confirmou o velho —, para um verdadeiro conhecedor de xadrez. Para os confidentes do rei, para os que têm consciência de que xadrez é uma disputa que às vezes pode nos fazer perder a vida... Prudente, Elias mais uma vez esperou um instante antes de fazer a pergunta:
— Qual é o preço?
— Não está à venda...
— Posso perguntar por quê?
Como se falasse consigo mesmo, o patriarca murmurou:
— No dia em que essa partida terminar, aí, sim, poderei me desfazer do tabuleiro.
Elias virou-se de frente para o homem desconhecido. Ao avistá-lo por completo, o antiquário pareceu intrigado.
— Nós já nos encontramos em algum lugar? — perguntou.
— Acho que não."


Sof decide então que terminaria aquela partida com Elias, estaria na casa dele e só assim poderia lhe presentear com o tabuleiro. Quando Elias volta para casa, resolve então olha-la melhor. É num quarto escondido que Elias encontra um alçapão que leva a biblioteca. De início ele não entende bem do que se trata, mas logo nota que os livros não são comuns.

"Tateando, agarrou um velho lampião suspenso em uma viga. E, quando a chama de seu isqueiro acendeu o pavio, Elias se deu conta de que acabara de entrar no lugar mais extraordinário que já tivera oportunidade de ver em toda a vida."

"Ao erguer o precioso Livro, testemunhou um fenômeno estarrecedor: naquelas folhas tão elegantemente encadernadas, as letras do texto haviam se tornado incandescentes. Elas também queimavam sem se consumir, uma magnífica chama vermelha e dourada, fazendo brilhar nas páginas as cores vivas e móveis de uma estranha labareda de letras antigas."

Convenhamos que só de imaginar, já bate uma certa curiosidade sobre o que vem depois. Elias logo descobre que os livros contam sobre a vida de pessoas que já morreram, vão morrer e ainda nem nasceram. Os livros são organizados em ordem numérica e muito bem mantidos. 

"Maravilhado, ele pronunciou em voz alta as palavras em hebraico: Sepher H’aim, o Grande Livro da Vida. 
Então, a cabeça do velho começou a zumbir loucamente.
“Inscreva-nos, ó Rei, no Livro da Vida” é a oração que os judeus praticantes do mundo inteiro entoam todo ano, há cinco mil anos, no grande Dia do Perdão. Aquela frase ressoava em sua alma."


Senti que a história passou muito rápido diante dos meus olhos, a forma como é narrado e a ordem dos fatos. As aventuras do Tom, as descobertas de Elias e toda a confusão gerada por causa desses livros que contam a vida de todas as pessoas. Elias viaja através dos livros, intervém em acontecimentos, muda o futuro de algumas pessoas e coloca um plano em prática: Matar Hitler e mudar a história. Quando as viagens são feitas, lá duram minutos e aqui praticamente dias. O envolvimento do nazismo foi o que mais me chamou a atenção (quem me conhece sabe que eu sou fascinada pela Segunda Guerra Mundial). Mas meu coração parou quando Elias decide que sua missão é evitar que o nazismo tenha existido, para que ele pudesse salvar todas as vidas perdidas (incluindo sua família). Me entreguei completamente na busca de Elias para evitar o holocausto.

"Elias conseguiu perceber nos olhos da mãe toda sua vergonha por ter um filho como aquele. Pôde adivinhar também a que ponto ela temia que o menino pertencesse para sempre à categoria das eternas vítimas...
— Vamos, Dolfi, venha trocar de roupa! — ordenou a mãe, vermelha de raiva, arrastando-o energicamente para casa.
Então, o pobre garoto começou a chorar ainda mais e o sofrimento o deixou
com uma expressão feia.
— Ah! Essas crianças! Fazem um tremendo alarido por nada! — exclamou outra senhora, solidária. — Bom, adeus, Sra. Hitler!
Elias, aturdido, sentiu um forte desespero dentro do peito. Fixou o olhar na mãe e no filho que se afastavam pelo pequeno caminho."


Você chega num momento onde muitas pessoas já estão envolvidas na missão, mas o futuro é muito incerto. Os acontecimentos são muito apressados e você fica ansiosa e ao mesmo tempo frustrada pela falta dos detalhes da narração e acontecimentos seguidos.
Só posso dizer que: Eu li sobre um homem que mudou a minha forma de ver, mas me fez perceber que nem sempre tudo sai como o planejado. 
Que final! É o tipo de final que te deixa doida. Simples assim.
O livro é dividido em três partes: Rex, Tremendae e Majestatis, que seria uma referência a Mozart e sua obra Réquiem em Ré Menor. Réquiem é um tipo de canção destinada aos mortos, muito triste e em forma de oração. É uma forma de mostrar toda a tristeza que a guerra causou. "Rex tremendae majestatis" significa “rei de tremenda majestade” referente a Jesus Cristo.

"Poucos homens fazem o mal achando que estão fazendo o mal"

 






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Links: Americanas, Saraiva, Skoob










4 Comentários

  1. Nossa, achei a premissa desse livro muito parecida com O livro do Destino - autor nacional! E por isso, fiquei bem interessada em conhecê-la melhor e ver até onde vão as semelhanças. Bjss

    Leitora Compulsiva
    http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/

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    1. Realmente muito parecido com O Livro Secreto! Interessante *0*

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  2. Não conhecia esse livro, mas como você sou apaixonada por livros que tratam histórias reais. Achei a premissa muito boa, toda a história de poder ver as histórias e modificá-las me deixou interessada, realmente!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

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    1. Realmente super indico! O livro é pequeno e a leitura flui bem rápida, devorei ele rapidinho kkk

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