Hello! It's me again

Invisível do David Levithan e Andrea Cremer!





 
Título: Invisível
Autores: David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Ano: 2014 





Sinopse:  Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!  





Bem, tudo começa com a maldição do Stephen. Ninguém pode vê-lo, a mãe cuida dele até os 15 anos e o pai vai embora. 
Até que um dia a Elizabeth muda para o apê ao lado, ela está deprimida depois do ato homofóbico que o irmão passou na outra cidade. Ela está sozinha e sem amigos.
 
"EU NASCI INVISÍVEL.
Não faço ideia de como aconteceu. Será que minha mãe foi ao hospital esperando que
eu fosse apenas mais um bebê normal, visível? Ou será que acreditava na maldição, sabia
o que ia acontecer e me deu à luz em segredo? É uma imagem muito estranha, até
mesmo para mim: um bebê invisível, que nasceu neste mundo. Como será que foi aquele
primeiro momento, quando fui levado até minha mãe e não havia nada para ver, só para
sentir? Ela nunca me contou. Para ela, o passado era invisível assim como eu. E deixou
escapar que existia uma maldição: palavras irritadas trocadas com meu pai, não para
meus ouvidos. Mas foi só isso. Não havia outro “por quê”. Nem outro “como”. Havia apenas
“o quê”, e isso era minha vida.
Invisível. Eu sou invisível."


 Então, lá está o Stephen passando por ela, quando ela fala com ele! Nesse ponto eu já estava com zilhões de ideias do porquê disso, você faz "N" ideias na sua cabeça.


"— Você vai mesmo só ficar parado aí? — pergunta ela. — Acha isso engraçado?
Toda a eletricidade em meu corpo fica subitamente alerta, amplificada a um nível de
consciência que eu nunca sentira. Dou meia-volta e olho para trás a fim de ver quem está
ali.
Mas não tem ninguém.
— Ei, você — diz a garota.
Não consigo acreditar.
Ela me vê."
 


O mais engraçado é que o Laurie (irmão da Liz) não vê o Stephen, mas o Stephen acredita que agora todos podem vê-lo. Ele sai pelo metrô para testar a ideia.

"Ele olha ao redor, em todas as direções. Os casais estão longe demais. Ele não tem
ideia de onde a voz está vindo.
— Não consegue me ver, não é?
— Que diabos?! — resmunga ele, ainda olhando em volta.
Então ponho minha mão no seu ombro. Concentro-me.
Ele dá um grito.
Eu me afasto. Ele está de pé agora. Todos estão olhando para ele.
— Desculpe — murmuro. Chegamos à minha estação.
Saio do trem."
 


Quando percebe que não é assim, ele acaba enviando um e-mail para o pai. A história começa a desenrolar mais a partir dai. Stephen leva a Elizabeth para conhecer a cidade, ela se apaixona por ele.. Mas ninguém o vê (só ela não percebeu ainda). É quando ela tenta apresentar Stephen pro irmão que as mentiras são reveladas.
Nessa parte do livro eu já estava super curiosa, porque o pai do Stephen vem e conta sobre a maldição. A maldição de Stephen foi feita pelo avô, para castigar sua mãe. O avô era um conjurador. Liz, Laurie e Stephen saem então para procurar uma tal "bruxa" que poderia ajudar. Mas não é nada disso! Fiquei totalmente chocada com o rumo da história dai.

"— Você é uma conjuradora? — pergunto.
A senhora parece gravemente ofendida.
— Ora, jamais! — exclama. — Que coisa horrível de se dizer!
— Desculpe — emendo rapidamente. — É só que...
— Fique sabendo que sou uma rastreadora! E... — Ela olha para Elizabeth. — Reconheço
outra rastreadora quando vejo uma.
— Como é que é? — diz Elizabeth.
— Uma rastreadora. Uma bruxóloga. Uma vidente de feitiços. Certamente alguém lhe
contou. Não dá para simplesmente enxergar maldições de invisibilidade sem treinamento!
— Não faço mesmo ideia do que está falando — diz Elizabeth a ela.
— Eu confirmo isso — interrompe Laurie. — Sei que a senhora está falando meu
idioma, mas nada disso faz sentido.
— Humpf — diz Millie. Depois, com certo mau humor, acrescenta: — Então você é um
talento nato?"
      

Você descobre que Elizabeth é uma rastreadora, por isso vê as maldições das pessoas. Incluindo a invisibilidade de Stephen. Você descobre então sobre encantadores, conjuradores e rastreadores (pirei com isso).

"— É só que não tenho experiência com... bem, bruxaria, acho.
Millie resmunga.
— Bruxaria! Essa é uma palavra mal empregada. O que fazemos é tão parte do
sistema quanto física, química ou biologia. Simplesmente é muito menos... público. Precisa
ser. Se você não compreende isso agora, vai compreender em breve. — Ela faz uma pausa,
suspira novamente. — Vejo que precisarei começar do nível mais básico.
— Sim — diz Elizabeth. — Por favor.
— Há encantadores, conjuradores e rastreadores mundo afora. Encantadores usam
feitiços para influenciar eventos, para melhor ou pior. Conjuradores somente podem fazê-lo
para pior. E rastreadores são os únicos que podem ver o que está acontecendo, mesmo
sem poder criar feitiços ou maldições. Não existem muitos de nós, sabe-se lá por quê,
assim como não existem muitos encantadores ou conjuradores. Na verdade, é um poder
que está com os dias contados. Mas ainda potente, quando usado no lugar e hora certos."

 
Liz começa a ter aulas com Millie, aprende que pode ajudar as pessoas que tem maldições leves. Era uma das únicas (e últimas) rastreadoras com um poder assim.

"Em algum lugar, como um eco distante, acho que ouvi Millie me chamando. Ignoro o
som e me concentro na mulher envolvida na maldição capaz de matá-la. Meu espírito se
expande. Estou mais consciente dele agora; está repleto de empatia, impelido pelo desejo
de curar. Quando a ligação é feita, estremeço e quase perco o equilíbrio. Dá para sentir o
poder desta maldição, muito maior que o daquela que eu havia acabado de extrair da
garota. Eu me apoio e atraio a mágica. O jeito como ela se movimenta é repulsivo.
Enquanto a outra maldição flutuava, este feitiço cai pesadamente das costas da mulher e
escorre até mim. Luto contra o medo enquanto a poça escura toca meu pé. Ela desliza
pelo meu sapato e para dentro da perna da calça. Não espero que o feitiço tenha tanta
substância assim, mas ele é viscoso contra a pele e deixa um rastro grudento ao subir
pelo meu corpo. Ainda assim, continuo a extraí-lo até ter certeza de que foi retirado
completamente da mulher para dentro de mim.
Quero voltar para o mundo e ver se eu a ajudei. Mas estou febril. O calor desliza pelo
meu corpo."


Me surpreendi muito com a força da Elizabeth, o final é surpreendente! Amei demais o livro!
 
"— Tenho uma pergunta — diz Laurie depois de um minuto. — Não precisa responder se
não quiser.
— Tudo bem.
— Só estou me perguntando qual o objetivo disso. É quebrar a maldição, correto? E isso
significa que vai se tornar visível. Você acha que está pronto para isso? Porque ser visível
torna a pessoa realmente vulnerável.
— Não sei se estou pronto — retruco. — Mas acho que gostaria de tentar."


O livro é narrado pelos dois (varia nos capítulos), você fica envolvido e quando percebe.. PUF! Acabou! Amo demais a forma de escrita do David Levithan!

Ficou interessado ou quer comprar?


 


4 Comentários

  1. Quero ler!! sério, adorei sua resenha!! *____* Já vai pra minha estante no Skoob!

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    1. Obrigada! Ain *0* Suuuper recomendo! kkk Esse o Todo Dia entraram para os favoritos da estante <3

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  2. Acho a capa desse livro um amor. Tenho curiosidade de saber mais sobre a história, por todas as opiniões na blogosfera. Pretendo ler em breve.
    Bjim!
    Tammy

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    1. Você vai gostar! Foi uma leitura muito leve e emocionante.

      <3

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