Acho que minha mente desistiu de entender, talvez tenha desistido de tudo. Fica cada vez mais difícil falar, escutar e até mesmo me mover.
Estou parada no mesmo lugar e parece que estou aqui faz anos, mas só faz alguns minutos ou horas. Quem está contando?
Também parei de contar. Chorar ficou tão mais fácil com o passar dos anos, tão mais simples. Mas ainda me sinto fraca.
Eu quero mudar, mas não sei por onde começar e muito menos se consigo começar.
Não da, mas ao mesmo tempo da. É possível ser essa mudança constante? O que eu quero afinal? Faço algo de útil aqui? Quero ser algo útil, nunca quis ser estorvo, mas talvez eu seja.
Era tão mais fácil escrever sobre a dor.
Estou cansada de ser a que chora, a que disfarça e sorri. Isso engana apenas as outras pessoas, mas a minha mente sabe da verdade.
Eu tenho medo, mas é o medo do amanhã. Como confiar no que eu não conheço?
Muitas perguntas e poucas respostas. Você não entende e eu não sei explicar.



Isabela Luccas


2 Comentários

  1. Nossa, que texto introspectivo, já amo <3 Não saber o quer, mas saber que a única coisa que NÃO QUER é continuar na mesma: é nois, mana! Ainda não conhecia seu blog, mas já estou seguindo-o <3

    Abraços,
    Karina do blog Eu e Minha Cultura.

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    1. Fico feliz que gostou!!! Seu blog é tão fofo <3

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